Deputado baiano propĂ”e fim da separação de presos por facção em presĂdios
Foto: Marcello Casal Jr. / EBC
O deputado federal CapitĂŁo Alden (PL) quer mudar a forma como
o sistema prisional brasileiro organiza seus internos. Por meio do Projeto de
Lei nÂș 1491/2025, protocolado nesta sexta-feira (4), o parlamentar propĂ”e
alterar a Lei de Execução Penal (Lei nÂș 7.210/1984) para proibir a separação de
presos com base em pertencimento a facçÔes criminosas, organizaçÔes e grupos
similares.
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"Não existe hoje nas legislaçÔes vigentes amparo
jurĂdico que justifique a separação de presos por facção criminosa nos
presĂdios. NĂŁo hĂĄ qualquer menção na lei de uso de facçÔes como critĂ©rio, mas
hĂĄ uma citação que enseja o argumento dos diretores: o de âsegurançaââ, afirmou
Alden.
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Segundo o deputado, atualmente uma em cada trĂȘs unidades
prisionais no Brasil jå adota esse critério de separação, mesmo sem previsão
legal. Ele criticou o fato de que esse modelo tem se sobreposto a divisÔes
obrigatĂłrias previstas em lei, como por tipo de crime, regime de prisĂŁo ou
distinção entre condenados e presos provisórios.
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âO prĂłprio Conselho Nacional de Justiça pontua que a
separação de presos por facção sĂł deveria ser usada âeventualmenteâ como medida
emergencial para evitar conflitos e mortes. Porém, o uso como regra é o
âreconhecimento de que a execução penal fracassouââ, comentou o deputado.
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Para o parlamentar baiano, a atual prĂĄtica prisional acaba
servindo para fortalecer ainda mais as organizaçÔes criminosas, dentro e fora
dos presĂdios. âHoje os presos separados por facçÔes fazem oraçÔes, entoam
gritos de guerra, disseminam sĂmbolos e cĂłdigos de comunicação prĂłprios, como
gestos, tatuagens, exaltando e enaltecendo as facçÔesâ, argumenta. âQuando essa
polĂtica Ă© mantida a longo prazo, as consequĂȘncias sĂŁo gravĂssimasâ, emendou.
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Alden ainda sustentou que, âao contrĂĄrio do que muitos
acreditam, a separação por facção representa um risco Ă segurança pĂșblica, pois
aprofunda a integração entre membros do crime organizadoâ.
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A proposta prevĂȘ que a implementação da nova redação Ă Lei de
Execução Penal ocorra de forma gradativa, com adequaçÔes que garantam estrutura
mĂnima nos presĂdios. Isso inclui o aumento do efetivo de policiais penais e
apoio financeiro da UniĂŁo para investimentos nas unidades prisionais.
Por Bahia NotĂcias





